ALIMENTAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO ANDAM JUNTAS NO PROJETO BYTE MALUQUINHO


O projeto Byte Maluquinho não surgiu na pandemia da Covid-19. Ele já está presente na Escola Estadual Tomé Portes del-Rei, em São João del-Rei, desde 2013 e a ideia da ação, que é promover o acesso ao uso da informática pelos alunos de 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental, foi criada por Raquel Neves Lovato há mais de vinte anos.

Com a pandemia da Covid-19, o Byte Maluquinho, que atualmente é coordenado pelo servidor Thallysson Alves Ferreira precisou se reinventar. “O projeto consiste em levar alunos da UFSJ para dar aulas no laboratório de informática da Escola Estadual Tomé Portes del-Rei. Por isso, com a pandemia e a necessidade de isolamento, as aulas estão suspensas. Fizemos então uma campanha de arrecadação de produtos não perecíveis para enviar às famílias dos alunos que estão mais necessitadas”, explica uma das colaboradoras do projeto, a técnica-administrativa, Luciana Marina das Neves Teixeira.

Junto as cestas são anexados folhetos com instruções de prevenção contra a COVID-19 e sobre “fake news”.

“O Byte Maluquinho é um projeto de extensão desde abril de 2018, aprovado no Edital PIBEX. Com a impossibilidade de mantermos as aulas na escola, pensamos numa ação que mobilizaria toda a equipe e atenderia a comunidade naquilo que ela necessitava de imediato”, conta Luciana.

A servidora destaca que além de todas as dificuldades que as famílias estão enfrentando desde o início da pandemia da Covid-19, seja por provedores que ficaram desempregados, familiares doentes e/ou mesmo aqueles que são dos grupos de risco da doença, ainda existe um problema gerado pela ausência da escola que é a falta de informações confiáveis e de instruções claras e didáticas sobre a pandemia e as medidas de prevenção.

“Ao enviarmos o folheto informativo com as logos da escola, da PROEX e do projeto, estamos imprimindo credibilidade nas informações ali contidas. As famílias confiam na escola e no projeto, o que lhes traz segurança. Sabemos que estas duas ações estão longe de serem suficientes mas acreditamos que podem fazer alguma diferença”, afirma Luciana.