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Carta às comunidades dos CAMPI da Universidade Federal de São João del-Rei e a Sociedade



Prezados cidadãos e Prezadas cidadãs,


A Assembleia Geral Extraordinária dos filiados ao SINDS-UFSJrealizada na tarde do dia07 de abril/2022, com a presença dos servidores Técnicos-Administrativos em Educação de todos os Campi da UFSJ, ativos e aposentados/as, votou em sua maioria, por deflagrar GREVE por tempo indeterminado, a partir do dia 11 de abril.

Constatamos que durante o trágico período da pandemia, parte da mídia divulgou informações levianas e sem apuração, sobre o trabalho dos Técnicos-Administrativos, mas que não são a realidade vivenciada pelos técnicos da UFSJ.

Durante o auge da COVID-19, muitos estiveram desenvolvendo atividades diariamente no formato remoto e com amparo da Legislação. Os Técnicos/as jamais estiveram parados durante a pandemia do Coronavírus. Desde o início muitos atuaram na secretaria de Graduações e Pós-Graduações, em atividades de combate à pandemia, como na produção de itens e equipamentos de proteção individual, no atendimento urgente aos discentes que necessitaram de auxílio emergencial e auxílio digital,dentre outras atividades. Além disso, muitos Técnicos, pela natureza do trabalho, precisaram atuar presencialmente, com destaque para àqueles que estiveram nos locais de trabalho para garantir as atividades da UFSJ.

Entretanto, muitos Técnicos atuaram em condições de trabalho difíceis, sem um apoio institucional completo, tendo o Técnico que arcar com os altos custos da internet, da energia elétrica e sendo necessário comprar mobiliários e equipamentos de informática, no período de desenvolvimento do trabalho remoto. Bom ressaltar que, foram os Técnicos-Administrativos os primeiros a retornarem ao serviço presencial, logo em Janeiro de 2022. Com o retorno presencial, foi necessário que os servidores/as, técnicos/as, arcassem com os custos dos equipamentos de segurança com o próprio dinheiro, além de estarem utilizando equipamentos pessoais para desenvolverem atividades remotas, o que ainda predomina.

A elevação dos preços dos combustíveis, dos alugueis, da energia e principalmente dos alimentos tem tornado a vida dos Técnicos-Administrativos da UFSJ muito difícil.Se esperarmos um novo governo em 2023, para negociar reposição inflacionariaem 2024, poderá este sacrifício impingir graves consequências. Nos Restaurantes Universitários da UFSJ, por exemplo, o valor do bandejão para os técnicos foi de R$ 7,90 para R$ 12,25, pontuando que, o vale-alimentação recebido por estes é o mesmo há 5 anos, cujo valor não comporta uma cesta básica digna.

Ao contrário da iniciativa privada, nós, trabalhadores/as do Serviço Público, não temos reajuste anual de nossa remuneração e nem data-base que garanta a recomposição inflacionária.NOSSO SALÁRIO MANTÉM-SE IGUAL, SEM QUALQUER REAJUSTE INFLACIONÁRIO DESDE 2015, pois não estamos nem ao menos atrelados, à reajuste do Salário Mínimo. ARROXO, que aliado à alta da inflação, representa uma perda salarial de mais de 50% no período.


ASSIM, A NOSSA REIVINDICAÇÃO, DE REPOSIÇÃO SALARIAL DE 19,99% É JUSTA.


Rechaçamos quaisquer discursos que tentam desenhar os Servidores Públicos como privilegiados ou “marajás”. Somos pais, mães e muito arrimos de família, com salários quase sempre corroídos pelos empréstimos bancários, muitas vezes a única alternativa para fechar o mês alimentando nossos filhos/as. Cabe considerar ainda uma triste realidade: muitos estão tendo que abrir mão dos planos de saúde, por não terem mais condições financeiras de arcar com os elevados custos.

Reforçamos nosso compromisso com a sociedade, com o cidadão/ã, principalmente com os alunos/as, e por isso salientamos, especialmente, que sempre manteremos o diálogo com todos os representantes das demais categorias da UFSJ, com o objetivo de mitigar os impactos da greve. Entendemos que a nossa reivindicação por reajuste salarial e melhores condições de trabalho, favorece a todos os trabalhadores/as contra o rebaixamento das condições de vida. Por isso conclamamos a todos/as/es que defendem o serviço público a somarem apoio a esta luta que é de todos nós. Reajuste não é aumento, é um direito!

SERVIÇO PÚBLICO DE QUALIDADE SE CONSTRÓI COM A VALORIZAÇÃO DO SERVIDOR!


Neste sentido, os trabalhadores/as da UFSJ, assim, como os demais das outras Universidades públicas, se utilizam da greve para reivindicar:

- Reposição salarial de 19,99% para todo o funcionalismo público (defasagem de 7 anos).

- Por uma data-base para os trabalhadores/as.

- Revogação da Emenda Constitucional 95, que estabelece teto de gastos para as políticas públicas sociais.

- Arquivamento da PEC 32 (Reforma Administrativa) que precariza os serviços públicos.


E aí? Vai se envolver?!!!

SINDS/UFSJ Sindicato dos Servidores Técnicos-Administrativos da UFSJ¹

Comando Local de Greve

¹Texto adaptado da carta pública do SINTUFSC.



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