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CONSU APROVA IMPLANTAÇÃO DO TELETRABALHO PARA TAE’S DA UFSJ



O Conselho Universitário (CONSU), da Universidade Federal de São del-Rei (UFSJ), se reuniu em assembleia ordinária na tarde desta segunda (4). O conselho discutiu e aprovou duas pautas de extremo interesse da categoria dos técnicos-administrativos em educação da UFSJ.


A primeira delas diz respeito a alteração do sistema de avaliação dos TAE’S, e a segunda diz respeito a resolução que regulamenta as modalidades, os critérios e as condições para a adoção do programa de gestão, que possibilita a implantação do teletrabalho, no âmbito da Universidade Federal de São João del-Rei.


Avaliação de desempenho


O anteprojeto de resolução para regulamentação do sistema de avaliação de desempenho dos servidores técnico-administrativos em educação e dos docentes ocupantes de funções de gestão, denominado gestão do desempenho humano (GDH) voltou à pauta do CONSU após duas rodadas de discussão anteriores, com dois itens a serem avaliados.


O primeiro deles, artigo 24, foi suprimido diante do entendimento que o ponto que ele abordava, atribuição ao CONSU de avaliar os pedidos de recursos da avaliação de desempenho, já estava contido e abarcado por outro artigo.


Quanto ao último item da resolução, os conselheiros votaram por adicionar a avaliação da equipe, quando houver, junto a autoavaliação e a avaliação da chefia imediata. Além disso, os conselheiros decidiram, por maioria de votos, por manter o sistema de pesos proposto pela Pró-Reitoria de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (PROGP), que é 3 para autoavaliação, 5 para avaliação da chefia imediata e dois para avaliação da equipe.


Nos casos dos servidores que não tem uma equipe para realizar a avaliação, será feita a média ponderada entre as duas avaliações restantes. Além disso, foi esclarecido aos presentes que a equipe será adicionada no sistema que fará a avaliação de desempenho pela Pró-Reitoria de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (PROGP), de forma a respeitar as particularidades de cada campus e setor.


Por fim, a maioria do conselho decidiu por acompanhar o voto do conselheiro Geraldo Marcio Silva, favorável à resolução.


Teletrabalho


A proposta de resolução que regulamenta as modalidades, os critérios e as condições para a adoção do programa de gestão no âmbito da Universidade Federal de São João del-Rei voltou à pauta do CONSU para a segunda rodada de discussões.


A relatora do processo, conselheira Marina Paula da Cunha Oliveira, apresentou os fundamentos do mérito, com o acréscimo dos pontos discutidos anteriormente, e declarou seu voto favorável à resolução.


Alguns conselheiros relataram preocupações a respeito não da implantação do teletrabalho, mas a adoção do PDG (Programa de Desenvolvimento e Gestão). Além disso, se mostraram receosos, a longo prazo, do impacto da adoção do teletrabalho na socialização, capacidade de mobilização, construção de políticas públicas e institucionais e outros.


Em assembleia realizada no último dia 22 de junho, o Sinds-UFSJ deliberou posicionamento favorável às resoluções de alteração da avaliação de desempenho e implementação do teletrabalho, por meio do PGD.


Criação de cursos de pós-graduação


O conselheiro Denilson Carvalho leu o ofício enviado pelo Sinds-UFSJ ao presidente do conselho, o reitor Marcelo Pereira de Andrade. O documentário demonstra a preocupação da gestão do Sinds-UFSJ, da Comissão Interna da Pauta de Negociação e dos Conselheiros técnico-administrativos, com as pautas do CONSU que tratam da criação de novos programas de pós-graduação.


O texto destaca o entendimento da categoria da importância do crescimento e aprimoramento da universidade. No entanto, ressalta que isso deve ser feito “de forma a respeitar os seus diversos segmentos, e promover uma expansão sustentável''.


O documento aponta também que a UFSJ já é uma das universidades com menor relação técnico aluno do país (RAT), fruto de uma política aplicada no Reuni pela universidade, a qual desconsiderou a categoria de técnico-administrativo.


“Em debates recentes no Consu, os representantes dos técnicos já alertaram sobre a proposta de criação de novos programas serem feitos sem que as mesmas sejam avaliadas pela Pró-Reitoria de Gestão de Desenvolvimento e Pessoas (PROGP) e sem uma política de mitigação da falta de técnicos”, cita o ofício.


Para os representantes dos TAE’s, é lamentável que o regimento da pós-graduação que norteia a criação de programas de pós-graduação na UFSJ, não preveja que se faça consulta a PROGP e considere o segmento dos técnicos, o que demonstra uma resolução frágil em lidar com as complexidades de uma universidade que se queira democrática e sustentável.


"Alertamos que a equidade e o respeito aos segmentos devem estar pautadas em todas as ações na UFSJ. E não se pode mais aplicar a mesma política que nos trouxe ao cenário atual: continuar propondo a criação de atividades que demandam servidores técnicos-administrativos, como os programas de pós-graduação sem consultar a gestão de pessoas”, finaliza o documento.

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