Encontro Nacional de Mulheres da FASUBRA consolida a importância da luta feminista



O “Encontro Nacional de Mulheres da FASUBRA Sindical” foi realizado na última semana, entre os dias 12 e 14 de agosto, e contou com cerca de 200 mulheres da base da federação de todo o país. Promovido pela Coordenação da Mulher Trabalhadora, o evento trouxe uma programação diversa, buscando a formação das participantes, debateu a reforma da Previdência, o projeto Future-se, incorporou as atividades da Marcha das Margaridas e também o Ato em defesa da Educação, que ocorreu simultaneamente com a 1ª Marcha das Mulheres Indígenas, no dia 13 de agosto.


O encontro iniciou na segunda-feira (12), no Anfiteatro 9 da UnB. A mesa de abertura foi composta pelas coordenadoras da pasta, Mariana Lopes e Rosângela Soares Costa e, representando a coordenação-geral da FASUBRA, as coordenadoras Vânia Helena Gonçalves e Maria Tereza Fuji. Na ocasião, as coordenadoras destacaram a importância do papel das mulheres na atual conjuntura política e social.


“É realmente um momento muito feliz para nós da Coordenação, primeiro por chegar até aqui. E chegar até aqui com quase 200 mulheres de todo o país. É um momento de felicidade para as mulheres da gestão da FASUBRA, para as mulheres da nossa base que entenderam a necessidade de recolocarmos o nosso debate, não só as questões voltadas para a nossa formação feminista, mas também para discutirmos a conjuntura, por isso vamos debater a reforma da Previdência e o Future-se. É fundamental dizer para as companheiras que nós neste encontro estamos fazendo uma homenagem para um segmento das mulheres trabalhadoras que é invisível, que é a das domésticas. Se nós estamos perdendo, essas companheiras estão perdendo o pouquinho que foi conquistado, é uma homenagem justa e para fortalecer a solidariedade. Feminismo é o papel e sinônimo de revolução. Juntas somos fortes e juntos com nossos companheiros derrotaremos o fascismo que assombra o nosso país”, afirmou Rosângela Costa.


A coordenadora Mariana Lopes explicou o porquê de o encontro deste ano ter sido menor. “Foi em razão da restrição orçamentária das entidades, por isso não fizemos um encontro grande como tínhamos programado, com espaço para Grupos de Trabalho e outras temáticas. A gente quis, então, aproveitar esse momento de efervescência de mulheres, que não são só da nossa categoria, para realizar essas ações conjuntas e ter a oportunidade de estar junto com outras mulheres, de realidades diferentes da nossa, mas que existem questões que nos unificam em diversos aspectos. E infelizmente são questões que nos atingem e muitas vezes as nossas vidas. Temos questões muito graves, várias companheiras negras vieram aqui denunciar, não é à toa que a homenageada desse ano foi a Laudelina, que é uma mulher negra e que lutou pelas empregadas domésticas. A gente tem questões de racismo, de misoginia, de machismo, inclusive partindo primeiramente do presidente da República. É inegável que o papel hoje da mulher é lutar contra Bolsonaro, lutar contra o discurso de ódio que acontece hoje no Brasil. As pessoas hoje estão tendo o aval do presidente para nos matar. Ainda estamos correndo riscos de perder as nossas carreiras, as nossas aposentadorias, as universidades estão em risco. Nosso dever é lutar pelas nossas vidas e lutar para derrotar esse governo”, analisou.


O encontro homenageou Laudelina de Campos Melo, que foi uma grande defensora dos direitos das mulheres no Brasil. Fundadora do primeiro sindicato de trabalhadoras domésticas, ela teve sua trajetória marcada pela luta contra o preconceito racial, a subvalorização das mulheres e a exploração da classe trabalhadora. Combateu a discriminação da sociedade em relação às empregadas domésticas, exigindo melhor remuneração e igualdade de direitos sociais. A atuação de Laudelina foi fundamental, na década de 1970, para a categoria conquistar o direito à Carteira de Trabalho e à Previdência Social. Vídeos sobre a vida da homenageada foram exibidos no evento.


Ato em defesa da Educação


Na terça-feira (13) pela manhã, as mulheres da FASUBRA participaram do 3º Grande Ato da Educação que foi realizado juntamente com a 1ª Marcha das Mulheres Indígenas, na Esplanada dos Ministérios, e também em todos os estados. A manifestação foi contra os cortes na Educação, que ameaçam as universidades a fecharem suas portas por não conseguirem prosseguir suas atividades, contra o Future-se e todos os retrocessos no setor. Neste dia, trabalhadores(as), estudantes e indígenas se uniram e protestaram contra medidas do atual governo e também contra o desmonte da Previdência Social, por meio da PEC 6/19, que praticamente acaba com o direito à aposentadoria, é injusta, não combate privilégios e ataca principalmente as camadas mais carentes.


À tarde, as mulheres da FASUBRA incorporaram as atividades da Marcha das Margaridas de 2019, no Pavilhão do Parque da Cidade, e participaram de diversas oficinas, plenárias, rodas de conversas, espetáculos culturais, lançamento de cartilha, entre outros. A abertura oficial do evento ocorreu à noite e contou com a execução do Hino Nacional na língua indígena Terena que foi emocionante.


Confira a cobertura fotográfica do 3º Grande Ato da Educação e 1ª Marcha das Mulheres Indígenas aqui.


Marcha das Margaridas


O encontro encerrou em grande estilo com a participação na Marcha das Margaridas que foi histórica. Mais de 100 mil mulheres trabalhadoras do campo, das cidades, das florestas e das águas ocuparam o centro da capital do país, na quarta-feira (14). A 6ª Marcha das Margaridas é a maior ação de mulheres da América Latina, ocorre desde 2000 e já conquistou diversas políticas públicas para as mulheres do campo. Além do Brasil, representantes de outros países participaram da marcha na Esplanada.



Confira a cobertura da Marcha das Margaridas aqui.



por FASUBRA Sindical

23/08/2019

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