Nota de apoio ao combate da violência contra a mulher

O Sindicato dos Servidores da Universidade Federal de São João del-Rei, vem a público externar seu total apoio a campanha de denúncia e combate a violência , assédio e abusos sexuais, sofridos por mulheres São-joanenes, e que na última semana ganharam visibilidade nas mídias sociais e veículos de imprensa, graças a mobilização e coragem dessas mulheres em expor suas histórias e os agressores através das plataformas digitais.


Através das redes sociais, foram recebidos mais de cem relatos em um único dia, reverberando a voz das mulheres sobre um dos maiores males da sociedade brasileira: a violência contra a mulher em todos os seus aspectos. São denúncias de assédio, abusos, transgressões perpetuadas diuturnamente por uma sociedade machista, patriarcal e misógina.


Em um período atípico de pandemia e isolamento social, em que o microcosmo social foi reduzido no contato humano, não podemos permitir que essas vozes sejam silenciadas. É necessário traçarmos mecanismos e canais para que essas "vozes" "acuadas" consigam ser "ecoadas" em alto e bom som: BASTA! basta de deixar pra lá; basta de não denunciar; basta de ocultar a identidade do assediador ou do agressor; basta de ser "mulher" explicitar inferioridade ou submissão, basta de estar sempre “tentando ser”.


É extremamente importante construir um desvelar, que mostre para a sociedade que os abusos, preconceitos, discriminações e outras formas de violências, físicas, psíquicas e sexuais, ainda existem, e mais, todos os dias essas mazelas se concretizam em atos. Não há dúvidas que deve ficar claro que, as mulheres não gostam, ao contrário dos que muitos pensam, do famoso "Psiu", isso sem sequer mencionar as inúmeras alocações ofensivas e invasivas a que são submetidas diariamente.


Também merece destaque, o fato de que doenças psicossomáticas estão crescendo cada vez mais nos últimos anos, justamente em razão dos traumas resultantes da gama de violência elencadas e denunciadas por essas e outras milhares de mulheres, dia após dia. Traumas que muitas vezes levam a situações trágicas até como o suicídio, a depressão e a morte.


O Sinds UFSJ, reforça o que já está proposto em sua carta de intenções articulada junto a Gestão da UFSJ, que trata da necessidade de se criar mecanismos internos e externos para combater tais práticas, denunciar e punir os agressores e resguardar e apoiar às vítimas. Nesse sentido, retoma a defesa da criação de uma Comissão de Gestão de Conflitos e Combate a violência e ao assédio moral e sexual dentro da UFSJ Os canais de denúncia com o 180 ou a Polícia Militar devem ser utilizados sempre, inclusive, vale lembrar que em ambos é resguardado o sigilo da vítima, podendo denunciar anonimamente seu agressor.


Apesar de toda a situação vivenciada, pedimos que as mulheres não tenham medo, denunciem, e contem com nosso apoio.Mais do que nunca é preciso dar fim a violência contra a mulher em todas as suas facetas e dar voz, vez, proteção e justiça a essas vítimas.