PROJETOS CONTEMPLADOS NO EDITAL SOLIDÁRIO DO SINDS ATENDEM FAMÍLIAS DE DIVINÓPOLIS E SETE LAGOAS



Os projetos contemplados no terceiro edital solidário lançado pelo Sinds-UFSJ já receberam a primeira parcela do auxílio financeiro destinado, principalmente, às ações de combate à fome das famílias mais vulneráveis durante a pandemia da Covid-19.


Um desses projetos, o “Matando a Fome, Renascendo a Dignidade”, tem como representante o técnico Adriano Guimaraes Parreira e está atendendo a famílias carentes da cidade de Divinópolis.


Em parceria com o Grupo Educação, Ética e Cidadania (GEEC), que trabalha com questões relacionadas à responsabilidade social, o projeto já distribuiu 20 cestas básicas em Divinópolis, atendendo 20 famílias e cerca de 100 pessoas.


Parreira explica que, por meio do projeto SOS Fome Divinópolis, o GEEC busca centralizar e racionalizar as doações na Cidade e atender a todos que precisam, isso porque estava acontecendo de uma família receber mais de uma cesta básica de iniciativas diferentes, enquanto outras não recebiam.


“É gente que está passando por muita dificuldade mesmo, isso aí está salvando, literalmente salvando, o prato, o básico do básico de muitas famílias”, afirma o técnico responsável pelo projeto.


Ainda no ano passado, Adriano Parreira já havia submetido um projeto solidário em edital anterior do Sinds-UFSJ. O projeto “Reciclagem com Dignidade” tinha como objetivo fornecer cestas básicas aos catadores de material reciclável de Divinópolis. Segundo o servidor, de lá para cá, a situação das famílias vulneráveis piorou.


“Mais pessoas perderam o emprego e estão realmente precisando muito desse auxílio, que está literalmente matando a fome de muita gente”, finaliza.


Ação do Bem


A assistente em administração Ana Flávia de Abreu, do Campus Sete Lagoas (CSL), também já havia inscrito um projeto solidário no segundo edital do Sinds-UFSJ - a iniciativa visava a doação de cestas básicas ao asilo Vila Vicentina, instituição que abriga 65 idosos, em Sete Lagoas.


Desta vez, ela participa do edital solidário com o projeto “Ação do Bem”, que teve início no ano passado, quando um grupo de amigos se juntou para receber doações e ajudar famílias carentes do bairro Itapuã, onde está localizado o CSL, e moradores de rua da Cidade.


“Achei um projeto muito bacana pela dinâmica dele. Todo mês, eles recebem as doações, que podem ser qualquer coisa (roupas, comida, móveis) e aí eles fazem visitas às famílias cadastradas e perguntam o que está faltando na casa naquele momento”, explica a servidora.


Além de atender as necessidades específicas das famílias cadastradas, toda quinta-feira o grupo promove a entrega de marmitas à população de rua da cidade.


“Com o avançar da pandemia, a tendência é que as pessoas fiquem cada vez mais pobres, escancarando os abismos sociais no nosso País (...) essas ações de solidariedade é que estão dando um pouco de alento a essas famílias”, reforça Abreu sobre a importância do projeto.


Quarto de Despejo


De responsabilidade da servidora Ana Lúcia da Silva Araújo, o projeto “Quarto de Despejo” é mais uma iniciativa que visa combater a fome da população mais vulnerável em Sete Lagoas.


Araújo conta que o título do projeto foi uma alusão ao livro de Carolina Maria de Jesus, que foi catadora de papel e descreve nesta obra situações de extrema pobreza de sua vida, de seus vizinhos e a preocupação diária com alimentos.


O projeto distribuirá alimentos pelas ruas da Cidade a pessoas que estiverem procurando comida em espaços públicos, além de catadores e ambulantes. “Como o financiamento do sindicato é por tempo limitado, não seria viável cadastrar famílias, já que isso exige informações mais precisas de uma assistente social”, explica.


A iniciativa é recente, teve início na segunda quinzena do mês de junho, e caso sejam verificadas outras demandas ou situações, os alimentos adquiridos serão doados para grupos que promovem ações solidárias ou famílias que estão passando por carência de alimentos.


“O que queremos é diminuir o impacto da fome, é um paliativo. A distribuição dos alimentos não é exatamente uma solução para tanta angústia que vem se abatendo sobre os brasileiros nos últimos meses”, frisa Araújo.


Foto: Entrega das cestas básicas pelo GEEC, em Divinópolis.