SINDS-UFSJ PRESENTE: SAIBA COMO FOI A SEMANA DO SERVIDOR PÚBLICO NA LUTA CONTRA A PEC 32



Entre os dias 26 e 29 de outubro, durante a semana do Servidor Público, entidades sindicais representantes da categoria se reuniram em Brasília, organizadas pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), em mobilização contra a PEC 32, Reforma Administrativa.


O Sindicato dos Servidores da Universidade Federal de São João del-Rei (Sinds-UFSJ) esteve presente nas manifestações representado pelo coordenador-geral, Denilson Carvalho, e pelo servidor, Marcius Barcelos.


Semana de luta


Na manhã de terça (26) os manifestantes começaram o dia recebendo os deputados no Aeroporto de Brasília. Os parlamentares retornavam à capital federal para participar das sessões presenciais, retomadas recentemente, na Câmara dos Deputados.


É importante lembrar que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), ainda não colocou a PEC 32 na pauta da casa para votação, pois a mesma ainda não possui votos suficientes para sua aprovação, como apontou o deputado federal Rogério Correia (PT) em debate sobre o tema, realizado pela Frente Fora Bolsonaro, em São João del-Rei.


Após a movimentação no aeroporto, os manifestantes se encaminharam para a frente de um dos anexos da Câmara dos Deputados e seguiram com as mobilizações. Na ocasião, o coordenador-geral da Fasubra, Toninho Alves, frisou que “defender o serviço público é defender o estado brasileiro, o estado de políticas públicas, o estado que atende a população negra, as mulheres, aqueles que estão na periferia desse país e que o governo atual não tem nenhum projeto para atender”.


Na quarta (27), os manifestantes voltaram a se reunir em frente à Câmara dos Deputados. Dessa vez, além das lideranças sindicais, deputados contrários à PEC 32 utilizam o espaço para falar dos prejuízos que viriam com a aprovação da chamada “Reforma Administrativa”.


Entre eles, a deputada federal Talíria Petrone (PSOL/RJ) destacou o absurdo da PEC 32, principalmente, no contexto em que o Brasil se encontra, com mais de 14 milhões de desempregados e mais de 114 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar.

“E é no meio disso tudo que a base de Jair Bolsonaro na Câmara quer desmontar o estado brasileiro, quer destruir o estado brasileiro. É disso que se trata a PEC 32, é a destruição da nossa democracia, porque sem serviço público não tem democracia e sem servidor não tem serviço público”, declarou a deputada.


Ela lembrou também que, apesar da tática do governo de tentar colocar a população mais pobre contra os servidores públicos alegando que a PEC 32 tem como objetivo “combater privilégios”, justamente essa população mais vulnerável, usuária do Sistema Único de Saúde (SUS), das escolas públicos e diversos outros serviços públicos estará entre os mais prejudicados com a medida.


Na quinta (28), Dia do Servidor Público, os manifestantes realizaram uma passeata pela Esplanada dos Ministérios, que foi encerrada em frente ao Ministério da Economia, em protesto contra o atual chefe da pasta, o ministro Paulo Guedes.


Em vídeo encaminhado à base sindical no final das manifestações, o coordenador-geral do Sinds-UFSJ, Denilson Carvalho, realizou uma avaliação tanto da mobilização quanto da situação atual da PEC 32.


Segundo Carvalho, os atos realizados em Brasília foram de extrema importância, uma vez que contaram com a participação de servidores e entidades representativas de diversas categorias de profissionais do serviço público brasileiro. O servidor destacou que, uma vez que as manifestações seguem ocorrendo em Brasília nas próximas semanas, é importante também ampliar a pressão sobre os deputados que ainda são favoráveis à PEC, como Aécio Neves (PSDB) e Dr. Frederico (Patriota), por exemplo.


Expondo aos sindicalizados(as) as análises que teve acesso em Brasília, Carvalho sinalizou que é preciso que se estenda a luta contra a PEC 32 até a segunda quinzena do mês de novembro, aproximadamente dia 20, já que após esse prazo, a proposta perde o interesse pela mudança da pauta, que passa a ser as eleições.


“Será uma vitória histórica para o setor público”, afirma o coordenador do sindicato.


Ao mesmo tempo, ele reforça a necessidade da base sindical se envolver ativamente na luta contra a Reforma Administrativa. “Não é a forma de luta que está faltando, é a disposição para a luta, porque motivos nós temos para lutar”.