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SINDS-UFSJ REALIZA PANFLETAGEM CONTRA O ASSÉDIO MORAL



O Sinds-UFSJ se reuniu em assembleia na manhã da última segunda (27). Um dos itens de pauta foi o “Dia Nacional de Lutas e Paralisação”, convocado para a terça-feira, dia 28 de novembro. No entanto, a adesão à paralisação não foi votada porque não haveria o tempo hábil necessário (previsto em regimento) para realização da assembleia e comunicação à reitoria com antecedência, caso a adesão à paralisação fosse aprovada.

                 

Como alternativa à paralisação, a coordenação do Sinds-UFSJ sugeriu, e a assembleia aprovou, que o dia 28 fosse utilizado para a panfletagem dos cartazes da Campanha do Sinds-UFSJ contra o assédio moral na instituição. Além disso, também foi prevista a  realização de uma roda de conversa, a partir das 15h, no pátio do Campus Dom Bosco (CDB), em defesa do sindicato e da liberdade sindical. No entanto, devido a baixa adesão de sindicalizados, o evento não ocorreu.

 

Conjuntura

 

O objetivo do Dia Nacional de Lutas e Paralisação de 28 de novembro foi prosseguir com a pressão no Governo Federal pelo reajuste salarial de 2024 e outras pautas de interesse da categoria. No dia 16 novembro, o Governo Federal e as entidades que representam os servidores públicos federais reuniram-se para a quinta reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP). No entanto, o encontro seguiu sem avanços, e o governo ainda não apresentou uma proposta de reajuste salarial para 2024, uma das principais reivindicações do funcionalismo.

 

O Governo Federal se comprometeu a apresentar uma proposta de reajuste até o dia 15 de dezembro, data em que será realizada uma nova reunião da Mesa Nacional de Negociação específica para esse tema.


Denúncia

 

No momento de aprovação da pauta da assembleia foi aprovado o acréscimo de um novo item, que tratou da leitura e deliberação a respeito de uma publicação nas redes sociais feita pelo Pró-reitor Adjunto de Pesquisa e Pós-graduação da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), professor Afonso de Alencastro Graça Filho.

 

Na publicação, em que tratava da pesquisa para reitoria da UFSJ, o docente acusa os sindicatos da universidade de “aparelhamento”. Tanto a diretoria quanto a base do Sinds-UFSJ repudiaram a acusação e se mostraram indignados frente a esse ataque à liberdade sindical.

 

A assembleia considerou que a situação é grave e merece ser tratada como tal, por isso, foi deliberada a formalização de uma denúncia junto à Ouvidoria da UFSJ.

O caso já foi encaminhado para a assessoria jurídica do Sinds-UFSJ e as medidas cabíveis serão adotadas após o parecer jurídico. Outra medida aprovada foi a elaboração e envio de um ofício para a reitoria da universidade tratando sobre o ocorrido.

 

Durante a discussão, os filiados do Sinds-UFSJ ressaltaram que o pró-reitor adjunto tem o direito de se expressar em suas redes sociais tanto em relação à política interna da universidade quanto à política nacional, a intenção do sindicato não é, em momento algum, cercear o direito de fala de um servidor público federal. No entanto, a problemática da publicação está presente na acusação de aparelhamento dos sindicatos e DCE na pesquisa para reitoria.

 

A diretoria do Sinds-UFSJ também se manifestou sobre as críticas e questionamentos levantados durante a pesquisa sobre as normas de realização da mesma. O sindicato reforça que a pesquisa foi promovida pelos três segmentos, técnicos-administrativos, docentes e discentes, e que as normas da pesquisa foram discutidas em assembleias individuais das três entidades representativas da UFSJ, Sinds-UFSJ, ADUFSJ e DCE-UFSJ, para, no fim, serem aprovadas em assembleia unificada, que contou com a participação dos três segmentos. O processo foi amplamente debatido e democrático.

 

O coordenador-geral do Sinds-UFSJ, Joaquim Rodrigues da Costa, salientou que as assembleias e espaços de discussão e deliberação são abertos para todos os filiados e que quem não ocupa e participa desses espaços, deixa que quem ocupa e participa tomem as decisões.

 

Informes

 

A assembleia também contou com um relato da servidora Anamar da Silva sobre o “Encontro Virtual de Negras e Negros da FASUBRA”, que foi realizado no dia 22 de novembro.

 

Segundo a servidora, o encontro foi vago e muito corrido, os palestrantes convidados não tinham tempo para responder aos questionamentos dos demais participantes. Após o encontro, a servidora encaminhou suas considerações e sugestões para o Sinds-UFSJ. A diretoria do sindicato se comprometeu a marcar uma reunião com os filiados que participaram do encontro, Anamar da Silva, Erica Aparecida de Sá e Rafael Vinicius Nonato, e discutir a implantação das sugestões e o prosseguimento da luta.

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